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17/09/2015 - 11h02m

Artesãos são registrados como Patrimônio Vivo de Alagoas

Mestre Antônio Dedé e a artesã Vânia Oliveira foram escolhidos por sua representatividade e preservação da cultura alagoana

Artesãos são registrados como Patrimônio Vivo de Alagoas

Vânia é conhecida pela reprodução do chapéu de Guerreiro.

Andressa Alves

Dois mestres artesãos alagoanos acabam de ser registrados como Patrimônio Vivo de Alagoas. A seleção foi divulgada na edição da última quinta-feira (10) do Diário Oficial do Estado (DOE), com o intuito de preservar o artesanato dentro do segmento cultural local.

Selecionados entre 48 nomes inscritos, o mestre Antônio dos Santos, 62 anos, conhecido como Antônio Dedé, e a artesã Vânia Oliveira, de 58 anos, foram escolhidos por sua representatividade e preservação da cultura alagoana por meio do trabalho artístico e manual.

Para a artesã Vânia, conhecida pela reprodução do chapéu de Guerreiro, e por utilizar referências culturais de Alagoas no artesanato feito com a matéria prima de tecido e madeira, o título representa o reconhecimento por anos de dedicação.

“Não esperava ser reconhecida como patrimônio vivo, e para mim foi uma surpresa maravilhosa. Isso mostra que valeu a pena e foi reconhecido meu trabalho e a luta para manter viva a cultura alagoana, que me encanta e apaixona a cada dia”, ressalta.

Autodidata e com 32 anos de profissão, Dona Vânia, natural de Maceió, faz questão de repassar seu conhecimento por meio de capacitações e trabalhos voluntários para jovens e grupos que deixaram de produzir o artesanato.

O apoio aos artesãos é articulado pelo Programa do Artesanato Brasileiro (PAB) e Governo de Alagoas, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur), que também é responsável pela emissão da Carteira Nacional do Artesão, registrando o profissional no Sistema de Informações Cadastrais do Artesanato Brasileiro (Sicab), e movimentação do Caminhão Alagoas à Mão Itinerante, que circula por todo o estado expondo e comercializando a produção artesanal alagoana.

Além dos artesãos, entraram para a lista de Patrimônios Vivos o mestre de Guerreiro José Laurentino Sirilo, 86 anos, e a mestra de Coco de Roda Zeza do Coco.

A publicação de novos mestres é realizada pela Secretaria de Estado da Cultura (Secult) e homologada pelos membros do Conselho Estadual de cultura.

Bom momento

O momento de avanço do artesanato alagoano é evidenciado, também, pelo interesse nacional na produção. Na última sexta-feira (11), o diretor Industrial da empresa Círculo - uma das maiores indústrias têxteis do país e referência na produção de fios e linhas para trabalhos manuais- Carlos Zagolin, esteve em Alagoas para conhecer de perto a produção de peças em bordado Filé e avaliar uma possível cooperação técnica entre a empresa e o Instituto Bordado Filé.

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