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HISTÓRIA E CURIOSIDADES DO TURISMO DE ALAGOAS

O primeiro Plano Turístico para Maceió foi concebido em 1961, na administração do então prefeito Sandoval Caju, tendo como idealizador o advogado José Maria David de Azevedo.

  • Para David de Azevedo, o seu projeto polarizava a importância do dólar do turista para "ajudar o Brasil a pagar sua gasolina" bem como um incremento para o surgimento de novos empregos.
  • Em paralelo, ele sugeria a criação de uma discoteca, com cabines individuais e gravações de músicas folclóricas; elaboração de calendários e guias turísticos para a comunidade, e a construção de dois museus: a "Casa de Arthur Ramos", em Pilar, e a "Casa de Graciliano Ramos", em Palmeira dos Índios.
  • O autor do Plano Turístico para Maceió idealizou também uma proteção às manifestações folclóricas, como Reisado, Chegança, Pastoril entre outros, com a criação de um órgão próprio.
  • No papel ficaram mais sugestões: a instalação de um telescópio no Mirante de Santa Terezinha, no Farol; a criação de um zoológico e um parque infantil e também instalações de barracas nas praias de Cruz das Almas, Jacarecica e Riacho Doce.
  • Mas, de acordo com Luís Veras Filho, autor do livro História do Turismo de Alagoas, até que algumas dessas sugestões fossem concretizadas, o turismo passou por um sono profundo durante vários anos.
  • Foi aí que, em 1968, quando o então governador de Alagoas, Antônio Semeão Lamenha Filho, criou um órgão para trabalhar o turismo, em nível estadual.
  • Nascia, então, o Conselho Estadual de Turismo (Cetur), vinculado à Secretaria de Planejamento.
  • O Cetur teve como seu primeiro presidente o médico e renomadoadministrador professor Ib Gatto Falcão, e no cargo de secretário-executivo, o advogado e jornalista Ilmar Caldas.
  • Com poucos recursos financeiros, o Cetur fez o que pôde dentro de suas limitações: foi um pioneiro em algumas iniciativas, como, por exemplo, a realização de concursos para a Rainha do Verão, em convênio com a Prefeitura Municipal de Maceió, bem como para cursos básicos de turismo, voltados para garçons, guias, recepcionistas, administração hoteleira e motoristas de táxi, em convênio com o Sesc/AL. Na época, chegou a ser cogitado um curso Técnico de Turismo, com duração de dois anos, mas, infelizmente, não foi concretizado.
  • O Conselho Estadual de Turismo (Cetur) encerrou as atividades turísticas em 1970, promovendo um curso de motorista de táxi, em convênio com o Senac e o Programa Intensivo de Preparação de Mão-de-Obra (PIPMO), com aula de relações humanas no trabalho, história e geo-turismo e técnica e prática de turismo.
  • Em 1971, no dia 22 de abril, o governador recém-empossado, professor Afrânio Lages, envia mensagem à Assembléia Legislativa, acompanhada de Decreto-Lei, criando a Empresa Alagoana de Turismo (Ematur). A nova empresa, composta por uma diretoria e pelo Cetur, sendo presidida pelo secretário do Planejamento, e composta ainda por um diretor e cinco membros eleitos pela assembleia-geral da sociedade, e incorporaria ao patrimônio as estações rodoviárias de Maceió, Penedo, Arapiraca e Palmeira dos Índios, bem como o balneário de Bica da Pedra.
  • Finalmente, no mês de outubro de 1971, é composta a primeira diretoria da Ematur, composta por Mário Berard, Guido Santos e Rodrigues de Gouveia, permanecendo Ilmar Caldas à frente do Cetur.
  • Em março de 1973, modifica-se a estrutura da Ematur com a renúncia do diretor-presidente, Mário Berard. A partir daí, a empresa passa a ser dirigida por uma Diretoria composta de um diretor-superintendente; um diretor-administrativo e um diretor de Turismo.
  • Em 1975, foi empossado governador o economista Divaldo Suruagy, que escolheu Dêvis Melo para presidir a Ematur, que contaria com a ajuda do jornalista Mário Lyra, como diretor de Turismo.
  • A inauguração do Estádio Rei Pelé – o Trapichão -, em 1970, fez mais pelo turismo de Maceió do que a Embratur e o Conselho Estadual de Turismo (Cetur) juntos. Foi o início da "Era do Turismo" em Alagoas, com a vinda de grandes clubes do futebol brasileiro e do exterior: Argentina, Paraguai, Peru, Portugal, Rússia e Checoslováquia.
  • No dia 14 de agosto de 1970, é inaugurada a Churrascaria Massayó, no Estádio Rei Pelé, considerada a maior do Nordeste, com capacidade para 600 pessoas.
  • Ainda nesse ano, realizou-se o I Festival de Verão de Marechal Deodoro, tendo à frente a professora Solange Lages, então diretora de Assuntos Culturais da Secretaria de Educação e Cultura do Estado de Alagoas.
  • Antes da construção das pontes sobre os canais das lagoas Mundaú e Manguaba, para chegar a Marechal Deodoro, o visitante ou ia de lancha, ou então através da BR-101 Sul.
  • A praia do Francês era selvagem e primitiva, onde só viviam pescadores e suas famílias. Habitavam toscas casinhas de sapê cobertas de palhas, construídas ao meio de vastos coqueirais.
  • Para se chegar a Marechal Deodoro, o visitante ou ia de lancha ou então pela BR- 101 Sul (passando pela Chã do Pilar) em direção à cidade de São Miguel dos Campos, entrando, depois, em uma estrada de barro para a antiga capital de Alagoas, num trecho de 17 quilômetros.
  • O percurso lacustre, feito entre Maceió e Marechal Deodoro, era por meio da lancha "Esplanada", que, com seus dois andares, comportava oitenta pessoas sentadas. Era propulsionada por um motor Caterpillar de 80 cv, já fora de linha na época, com velocidade máxima de 10 milhas marítimas por hora (mais ou menos 25 quilômetros).
  • A embarcação era conduzida por José Carneiro da Silva, então com 55 anos, dos quais 22 na atividade. O percurso era feito em duas horas e se obrigava a parar, em seu trajeto, em 14 lugares determinados e autorizados pela Capitania dos Portos.
  • Ainda em 1970, existiam planos para tornar a cidade de Mar Vermelho, distante 114 Km de Maceió, num polo turístico, com construções de hotéis e estâncias hidrominerais. A cidade, com altitude média de 870 metros e temperatura variável entre 13 e 26º, possui excelente clima, aconselhável para o tratamento de males do aparelho respiratório, com duas fontes de água mineral ricas em magnésio e cálcio, ótimas para a cura de doenças da pele.
  • No dia 15 de março de 1971, toma posse como novo governador de Alagoas o professor Afrânio Salgado Lages, que, em seu longo discurso enfatizou o desejo de dinamizar o turismo no estado.
  • No dia 24 de junho de 1971, é inaugurado o primeiro restaurante de Maceió com uma boate, na época, modernamente instalada. O estabelecimento, de nome Whiskzito, era localizado na Avenida Duque de Caxias, onde funcionou o Restaurante o Gauchão.
  • Antes do fim do primeiro semestre de 1971, os governos estadual e municipal anunciaram que converteriam o Riacho do Salgadinho em ponto de atração turística. O trecho que seria beneficiado era compreendido entre a Avenida Duque de Caxias e a antiga Estação Ferroviária, onde seriam realizados serviços de dragagem, saneamento, arborização e moderno sistema de iluminação.
  • Durante o mês de julho de 1971, é divulgado o primeiro apanhado oficial sobre a permanência de turistas em Maceió. O Conselho Estadual de Turismo (Cetur) registrou o atendimento a 166 pessoas (grupos ou individuais), sendo fornecido amplo material de divulgação. Os visitantes foram assim cadastrados: 06 de Portugal; 16 do Paraná; 32 de São Paulo; 54 do Rio de Janeiro e 58 de Minas Gerais.
  • No II Festival de Verão de Marechal Deodoro, em 1972, a Ematur mobilizou uma equipe com vinte e oito recepcionistas, três assessores, um repórter, um fotógrafo e três motoristas distribuídos em cinco postos fixos e uma central de informações. A abertura do evento foi presidida pelo presidente da Embratur, Paulo Manoel Protásio, e contou ainda com as presenças do ministro da Indústria e Comércio, Vinícius Pratini de Moraes, governador Afrânio Lages, general Álvares Tavares do Carmo e dos presidentes da Empetur e Bahiatursa.
  • Durante o verão 71/72, a Embratur anunciou que 32.300 turistas visitaram o Nordeste. Eis os percentuais: Salvador, 22,2%; Recife, 15,8%, Aracaju, 12,2%, Fortaleza, 10,6%; Maceió, 9,2%, João Pessoa, 7,5% e Natal, 6,3%.
  • No dias 23 e 24 de setembro de 1972, é realizada a I Gincana de Penedense de Pesca de Arremesso, promovida pelo Clube de Caça e Pesca de Penedo e patrocinada pelas prefeituras de Penedo e Piaçabuçu. Participaram 45 equipes oriundas de Maceió, Penedo, São Miguel dos Campos, Aracaju, Salvador e Recife.
  • No mesmo mês, chega a Maceió a atriz francesa Jeanne Morreau, para integrar o elenco do filme Joana Francesa, do alagoano Cacá Diegues. Participou também das filmagens o famoso estilista Pierre Cardin, que fez o papel de Cônsul Geral da França no Brasil. Aproveitando permanência em Alagoas, Cardin lançou modelos exclusivos criados para a moda 1973, com desfile de manequins francesas no Clube Fênix Alagoana.
  • Num dos contatos com a imprensa de todo o Brasil, aqui reunida, Pierre Cardin disse: "Pensava que Alagoas era um deserto, até que aqui cheguei, e vi de perto a beleza natural dessa terra, o verde dos seus coqueirais e dessa água do mar que não tem definição".
  • Cardin descreveu a Pajuçara como "uma coisa indefinível". As jangadas o fascinaram, considerando-as as embarcações mais originais e mais belas que já vira em todo mundo, procurando, inclusive, saber dos pescadores sobre sua rústica fabricação.
  • Em relatório feito em novembro de 1972, a Ematur registra a vinda de aproximadamente 5.000 turistas a Maceió, durante os 11 meses, por meio de 743 veículos, incluindo carros particulares e ônibus. Essa pesquisa viria servir de amostragem a ser enviada à Embratur. As procedências que mais se destacaram foram: Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco, Sergipe, Paraíba e Piauí.
  • Com o título "O Ano do Turismo Brasileiro", instituído pelo governo federal, começa o ano de 1973 com uma previsão intensa de eventos. O III Festival de Verão de Marechal Deodoro superava em organização e tranquilidade os festivais anteriores; cartazes alusivos ao evento, distribuídos pela Embratur além-fronteiras, atraíram a Alagoas turistas de vários países: japoneses, uruguaios, franceses e norte-americanos, inclusive um dirigente da Agência Internacional para o Desenvolvimento, sediada em Washington.
  • Logo após ao III Festival de Verão, acontecia entre 19 e 31 de janeiro a Festa Nacional da Cana-de-Açúcar. Absolutamente incapaz de receber tanta gente, tendo em vista a precariedade da rede hoteleira, foram publicados editais nos jornais da cidade, conclamando que Ematur procurasse aqueles que pudessem hospedar os visitantes. Poucos se ofereceram e muita gente participou durante o dia do evento, indo pernoitar em Recife ou Aracaju.
  • A festa aconteceu na praia de Pajuçara, nas imediações dos Sete Coqueiros, e reuniu produtores de açúcar da região e alguns do Sul; plantadores de cana-de-açúcar e fabricantes de máquinas e equipamentos para a agroindústria da cana. Foram 142 estandes armados sob a responsabilidade do Departamento de Shows e Publicidade Sílvio Santos, contando, também, com shows artísticos, parque de diversões e um ciclo de conferências.
  • Em 1977, a melhor notícia do ano partiu do setor hoteleiro, com a inauguração do Hotel Beira-Mar e o Grupo Ludndgren que criava a empresa Lundgren Hotéis do Nordeste, cujo marco inicial seria a construção do Hotel Jatiúca, nas imediações da Lagoa da Anta.
  • Nesse ano, a rede hoteleira em Maceió contava com 1.838 leitos, incluindo os hotéis Luxor, Beira-Mar, Lagoa-Hotel, Parque, Beiriz, Califórnia, Atlântico, Flórida, Palmeira, afora hotéis menores, pensões e hospedarias.
  • Em 1979, o grande acontecimento foi a inauguração das pontes construídas sobre os canais das lagoas Mundaú e Manguaba, junto com a pavimentação do primeiro trecho da AL 101-Sul, encurtando, consideravelmente, a distância entre Maceió e a praia do Francês.
  • O grande "boom" do turismo alagoano ocorreu em 1979, com a inauguração do Hotel Jatiúca. Na época já operavam os hotéis Luxor e Beira-Mar (quatro estrelas); o Hotel Beiriz, para executivos, seguidos do Hotel Parque e Califórnia, considerados modestos.
  • Em novembro de 1980, chegam a Maceió 31 agentes de viagem argentinos, para conhecerem o nosso potencial turístico, permanecendo três dias hospedados no Hotel Jatiúca, sendo recepcionados pela Ematur, que contou com a colaboração de agências de viagens locais.
  • Os anos de 1981 e 1982 foram carregados por uma bateria de "mísseis" propagandísticos, disparados pelo Hotel Jatiúca em todas as principais revistas do País, como também nos principais jornais de maior circulação nos estados do Sul e do Sudeste do Brasil.
  • No início de 1983, só se respirava, nas ruas de Maceió, principalmente nas praias, turismo. Os resultados dos investimentos feitos com vistas à solidificação de Alagoas, principalmente Maceió, como um dos pólos turísticos de maior importância do Brasil.
  • O presidente da Ematur, na época, era Caio Porto Filho, que, sem querer desmerecer os demais ocupantes desse cargo, fez uma administração brilhante. Ele soube aproveitar a ocasião, dotando o turismo de Alagoas de uma demanda cada vez mais crescente, podendo ser comparada, em termos, a uma progressão geométrica.
  • Essa performance foi homenageada com o Prêmio PIT a que fez juz como "Destaque de Marketing na Área do Turismo", em solenidade que aconteceu no Hotel Intercontinental, no Rio de Janeiro. A principal justificativa dos promotores do evento para tal premiação foi o fato de Maceió ter passado, em poucos anos, do modesto 18º lugar entre as atrações turísticas brasileiras, para o 4º lugar, pesando ainda a detenção, por parte da capital alagoana, da maior taxa de ocupação hoteleira do País.
  • Diante de tantos acontecimentos motivando um brinde ao esforço de todos, o Governo do Estado queria transformar a Ematur em Secretaria de Turismo, mas o presidente, Caio Porto, se manifestou contrariamente, achando que a denominação do órgão encarregado por nosso turismo seria irrelevante, pois, o que realmente importava era o apoio a ser dado pelos governos federal, estadual e municipal, bem como pelo setor privado, no sentido de adotar uma política constante de aperfeiçoamento de recursos humanos, financeiros, materiais e investimentos no ramo hoteleiro.
  • Outro grande acontecimento em 1983: a realização do I Festival do Mar, idealizado com a intenção de aumentar o fluxo turístico na primeira quinzena de dezembro. O evento, realizado em três edições, aconteceu na praia de Pajuçara, com duração de 15 dias, começando no dia 8 de dezembro.
  • O Festival do Mar - iniciativa pioneira da Ematur - contou com total apoio do Governo do Estado e da iniciativa privada, que difundiu modalidades esportivas e culturais, dando ênfase à música, à dança, ao teatro, ao folclore, ao artesanato, às artes plásticas etc.
  • No início de 1984, é inaugurado o sistema Tele-Turismo, através de um contrato firmado entre a Ematur e a Telasa, visando proporcionar ao turista uma maior facilidade em obter informações sobre os principais pontos de interesse turístico de Maceió, horários de voos, de ônibus interestaduais, intermunicipais, vagas de hotéis etc. O sistema funcionava das 7 às 19h, todos os dias, sendo operado por pessoal qualificado e treinado pela Ematur, funcionando na sede do órgão estadual de Turismo, que à época situava-se na Praça do Centenário, por meio do telefone 221-8800.
  • Em março desse ano, houve a inauguração do Flutuamar, um restaurante-bar, localizado na enseada da Pajuçara, próximo à piscina natural. O atendimento era feito por bonitas moças vestidas de buiquine e "sarongs" estampados, que logo ganhariam o título de "flutuaretes". Eram servidos pratos da culinária regional, além de drinques de frutas regionais.
  • O Flutuamar tinha 300 metros quadrados, sendo dotado de pequena piscina, banheiros e sanitários com reservatórios para captação de lixo e dejetos, bem como gerador próprio. Foi o primeiro restaurante-bar do Brasil a funcionar em pleno mar. Seu tempo de atividade foi curto, tendo saído de operação sob alegação de que estava poluindo o mar da Pajuçara. Mas, uma versão insistiu que houve pressão dos jangadeiros que transportam turistas à piscina natural.
  • Em mais uma iniciativa do Hotel Jatiúca, nessa mesa época Maceió ganhava dez capítulos da novela "Amor com amor se paga", com cenas gravadas com atores da Rede Globo, a exemplo de Mayara Magri, Matheus Carrieri, Carlos Eduardo Dolabella e Yoná Magalhães.
  • Foi no mês de agosto de 1984 que a cidade de Barra de São Miguel ganhou o primeiro Terminal Turístico de Alagoas, com 3.550 m², à margens do Rio Niquim, com todos os requisitos indispensáveis. O equipamento foi construído pela Ematur na gestão de Caio Porto Filho. Hoje, o local onde, antigamente era o Terminal Turístico, funciona, a Villa Niquim, onde ocorre grandes eventos na alta temporada.
  • Em 1985, a rede hoteleira de Maceió era composta de três unidades enquadradas na categoria 4 estrelas; quatro 3 estrelas; nove 2 estrelas e um de 2 estrelas, totalizando 2.046 leitos. Havia 11 hotéis em implantação, 12 em projeto e 3 em fase final de consulta, que significaria um acréscimo de 2.700 leitos.
  • Nesse ano, mais um projeto surgia: a construção da Marina Maceió, que contava com maquete pronta. O projeto previa a construção, no mar de Jaraguá, e abrigaria também o Centro de Convenções e a sede da Ematur. Infelizmente, não saiu do papel, em face de divergências entre o presidente do órgão estadual de Turismo, Caio Porto Filho, e o então prefeito de Maceió, José Bandeira.
  • Em outubro de 1985, houve a criação da Associação dos Guias de Turismo do Estado de Alagoas. Segundo os líderes da época, havia uma dificuldade na regulamentação da profissão, face existirem poucos guias com vínculo empregatício e emprego garantido, uma vez que as agências de turismo locais preferiam adotar o sistema free lancer.
  • Em dezembro, ocorreu o III Festival do Mar e, em seguida, a Ematur realizou uma pesquisa nas quatro saídas de Maceió, para saber dos visitantes sobre a infraestrutura da cidade e as opções oferecidas.
  • O ano de 1986 se inicia com uma previsão do presidente da Ematur, Caio Porto Filho, na qual afirmava que Maceió receberia, nesse ano, 1 milhão de turistas. Mas, na realidade a cidade recebeu, oficialmente, 514.061 turistas, o que representava um incremento de 45,6% comparando-se com o ano anterior.
  • Foi em 1986 que se iniciavam os passeios de canoa pela Lagoa Mundaú até o encontro das águas com o Oceano Atlântico, através da iniciativa privada. Eram cinco canoas que transportavam sete pessoas e ofereciam toda segurança e conforto possível.
  • Nesse ano, o então governador Divaldo Suruagy deixa o cargo e em seu lugar assume o vice-governador, José Tavares. Caio Porto Filho deixa a Ematur e o seu lugar é ocupado por Roberto Barbosa Fernandes.
  • No mês de agosto de 1986, surge uma boa proposta. O Lagoa-Hotel do "Trapichão", inexplicavelmente, era o único de Maceió a dar prejuízo. Então, cogitou-se transformá-lo em um hotel-escola. A Ematur pagaria à Fundação Alagoana de Promoções Esportivas (Fape) pelo uso de suas instalações que, por sua vez, faria convênios com o Senac.
  • Em dezembro do mesmo ano, em reunião que aconteceu no Palácio dos Martírios, com a presença do governador José Tavares; do presidente da Ematur, Roberto Fernandes; presidente da Fape, Valter Pitombo Laranjeiras e demais conselheiros, e do consultor jurídico do Estado, Clayton Sampaio, ficou estabelecido que o Lagoa-Hotel e a Churrascaria Massayó, vinculadas à Fape, seriam transferidos para a Ematur.
  • A sede da Ematur passava, provisoriamente, para o Trapichão, até a construção (novamente?) do Centro de Convenções de Maceió, em Jacarecica. De acordo com o autor desse livro, Luís Veras Filho, jornais da época noticiaram que o governo havia conseguido recursos para tal.
  • Dois meses antes de se iniciar a alta temporada de verão, Maceió vivia em clima de alta temporada, com os hotéis, principalmente, o Pajuçara, Ponta Verde e Jatiúca, completamente lotados até fevereiro de 1987.
  • Maceió ainda não possuía um hotel da categoria cinco estrelas, entretanto o fluxo de turistas estrangeiros era surpreendente, com visitantes chegando cada vez mais em número maior da França, Itália e Suíça.
  • Em 1987 inicia-se o Ano Internacional do Turismo. Passada a temporada de verão, em março, o recém-empossado governador Fernando Collor de Mello, designa o bacharel Rubens Villar de Carvalho, na época suplente de senador, para o cargo de presidente da Ematur.
  • Em abril desse ano, o então presidente da Embratur, João Dória Júnior, e sua equipe, estiveram com o governador Collor para discutir o Plano Diretor para Maceió, cujo projeto teria de levar em conta a preservação do meio ambiente e as linhas arquitetônicas identificadas com a geografia física de Alagoas.
  • Ainda em abril, começava a urbanização da praia do Francês, com a instalação de 26 barracas idênticas às da orla marítima de Maceió, sendo uma delas destinada à comercialização de artesanato, jornais, revistas, material fotográfico e remédios de emergência.
  • Em maio de 1987, a transformação do Lagoa-Hotel em hotel-escola produz seus primeiros frutos, formando suas primeiras turmas de mensageiros, recepcionistas, garçons e auxiliares de garçons.
  • Em junho, era realizado o I Festival de Pesca de Agulha de Paripueira, que contou com o apoio da Ematur, Seculte e das prefeituras de Barra de Santo Antônio e São Luís do Quitunde. Além da gincana, o evento contou com apresentações folclóricas, concurso de forró, brincadeiras infantis e apresentação de trio elétrico.
  • No dia 6 de fevereiro de 1988 era inaugurada a urbanização da praia do Francês, tendo havido muitas controvérsias, notadamente com o setor mobiliário, que lançou um manifesto contestando a legalidade da obra, que não fora feita de acordo com o projeto original de urbanização.
  • Em setembro desse ano, o governador Fernando Collor, visando à preservação de acervos, sanciona Lei em que passam a integrar-se ao Patrimônio Histórico, Artístico e Natural do Estado de Alagoas, a Catedral Metropolitana de Maceió e as igrejas dos Martírios; Rosário; Livramento e São Gonçalo.
  • Em 1989 marcou a volta do Festival de Verão de Marechal Deodoro. No mês de abril, Maceió sediava o 2º Encontro Nacional de Agentes de Viagem, com a participação de, aproximadamente, 450 profissionais ligados ao setor.
  • Ao final do ano, era lançado o primeiro resort-flat de Maceió, empreendimento do Hotel Jatiúca, quando já contava com cerca de 90% de suas unidades vendidas. Ao final de dez dias após o lançamento, o restante já havia sido negociado, ficando, do total, 20% adquiridos por alagoanos e 80% por investidores de outros estados.
  • Em dezembro do mesmo ano, Maceió contava com 84 hotéis, sendo 44 classificados pela Embratur; 34 pousadas; 5 campings e 39 agências de viagem.
  • 1989 foi um ano difícil para o turismo alagoano. A retaliação do governo federal para com Alagoas agravou-se ainda mais com a definição da candidatura de Fernando Collor à presidência da República.
  • O governador Moacir Andrade, que assumiu o governo com o afastamento de Collor que se candidatou a presidente do País, reconhecia que seu governo estava de pés e mãos atados, pois os parcos recursos que dispunha não poderiam ser desviados de obras de cunho social para a área de turismo.
  • As promoções e divulgações durante esse período ficaram concentradas na iniciativa privada, e o êxito dessa temporada ficou calcado, basicamente, nos trabalhos realizados nos anos anteriores e na propaganda boca-a-boca feita pelos turistas que visitaram Alagoas.
  • 1990 foi um ano de grande representação para o turismo alagoano, com a entrada da Secretaria de Comunicação Social (Secom) para trabalhar em conjunto com a Ematur. O secretário de Comunicação a época, o saudoso jornalista Rosivan Vanderley, ficou alarmado com o estado lastimável em que se encontrava o turismo, a segunda maior fonte de arrecadação do estado, em termos de divulgação.
  • A Secom contou com apoio total do governador Moacir Andrade, que, segundo palavras de Rosivan, foi quem determinou que aquela secretaria se envolvesse nas ações de desenvolvimento do setor de turismo, como forma de ampliar e divulgar as potencialidades de Alagoas.
  • Finalmente, no dia 30 de novembro de 1990, a Ematur sai de suas péssimas, em todos os sentidos, instalações no Estádio Rei Pelé (o Trapichão), para uma nova sede, com modernas instalações, na Av. da Paz, junto ao Hotel Beira Mar.
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