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Cidades Históricas

As cidades de Marechal Deodoro, Penedo e Piranhas convidam você para uma experiência cultural diferente.  A arquitetura, os casarios e as ruas estreitas revelam as marcas do passado colonial, levando você a mergulhar num cenário histórico rico e exuberante.


MARECHAL DEODORO

 
marechal
 


Marechal Deodoro, cidade do século 16, tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.  Distante 30 km de Maceió. A população é de aproximadamente 45 mil habitantes.
A cidade fundada em 1552 foi a primeira Capital de Alagoas – antes teve vários nomes, um desses era Alagoas. No dia 09 de dezembro de 1939, Alagoas teve seu nome mudado em homenagem ao grande filho da terra, o Proclamador da República e primeiro Presidente do Brasil Marechal Deodoro da Fonseca.


A cidade tem um belo acervo arquitetônico encontrados no Museu e Igrejas de Santa Maria Madalena e Ordem 3ª de São Francisco, Conjunto Arquitetônico do Carmo, Palácio Provincial (Sede da Prefeitura); Igrejas de Nossa Senhora dos Homens Pardos; Matriz de Nossa Senhora da Conceição e Nossa Senhora do Amparo e a Casa de Marechal Deodoro etc. fazem parte do valor histórico do município.

Marechal Deodoro tem um potencial invejável, a praia do Francês é um cartão postal, conhecida internacionalmente pela sua beleza. O município também se destaca pela grandiosidade cultural; no folclore é o pastoril e as baianas que transmitem alegria, na musicalidade são as Orquestras Filarmônicas, Bandas de Pífanos e Nelson da Rabeca que entoam a magia do município que é banhado pela lagoa Manguaba, esta se une a lagoa Mundaú e forma o maior complexo lagunar e tem a maior ilha lacustre do País, a Ilha de Santa Rita.

No artesanato, o Filé, um tipo de renda de origem portuguesa, é confeccionado pelas rendeiras de Alagoas, onde a criatividade não tem limites. As peças podem ser compradas no Espaço Cultural Santa Maria Madalena da Alagoa do Sul ou no Núcleo de Artesãs de Massagueira, um povoado as margens da lagoa, muito conhecido por ser o maior pólo gastronômico do Nordeste.  


PENEDO  

 
Penedo
 
 


Penedo distante 160 km de Maceió tem uma população de 65 mil habitantes, é uma das mais bonitas e antigas cidades históricas do Brasil. 
Por volta de 1560 a 1565 uma expedição organizada por Duarte Coelho, atingiu o Rio São Francisco e teria dado origem ao povoado que em 1635 foi elevada a categoria de Vila de São Francisco.

Penedo foi erguida sobre um rochedo às margens do rio São Francisco e passou a ser cidade em 1842, chama atenção pelo bom estado de conservação e riqueza do patrimônio histórico e cultural, tem estilo colonial e barroco centrado nas igrejas, conventos e palacetes dos séculos 17 e 18.  Existem edificações neoclássicas e até exemplares de art-nouveau do final do século 19.

O Centro Histórico de Penedo tem 13 igrejas, 10 capelas e muitos sobrados, são acervos que fazem parte da história de uma cidade que foi palco de acontecimentos importantes do País.   A Catedral de Nossa Senhora do Rosário, do século 17, Igreja de Nossa Senhora dos Homens Pretos – 1634, Igreja de Nossa Senhora das Correntes -1764, Oratório da Forca – 1769, Casa da Aposentadoria – 1781, Igreja de São Gonçalo Garcia dos Homens Pardos – 1758, Teatro Sete de Setembro - 1884, Paço Imperial - século 19, Casa do Penedo, uma instituição privada que visa preservar a memória do município e o Memorial Raymundo Marinho, fazem parte das primeiras construções de Penedo.


PIRANHAS

 
Piranhas
 


Distante 280 quilômetros de Maceió, foi tombada em 2003 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, tem aproximadamente 25 mil habitantes.


A preservação do acervo no estilo barroco, dos séculos 18 e 19, demonstram quantas histórias Piranhas tem para contar; como: visita de D. Pedro II em 1859; construção da estrada de ferro em 1881, extermino de Lampião o maior mito do Cangaço em 1938. A cidade foi palco de um dos maiores acontecimentos da história do Brasil: expôs em praça pública as cabeças de Virgulino Ferreira da Silva, Maria Bonita e nove cangaceiros. Aliás, parte da história do município e do cangaço está guardada no Museu do Sertão, localizado na antiga Estação Ferroviária.

A religiosidade encontra-se presente nos templos católicos de Nossa Senhora da Saúde e Santo Antonio, Igrejas construídas no século 18.


Na mudança do século 19, um monumento foi construído, em cima de um morro para saudar o século 20, de onde se tem a mais bela vista do Rio São Francisco emoldurando a cidade que cravada entre morros, parece uma lapinha.

Não há nada que supere a beleza paisagística  do lugar, e nas noites de luar, nos mirantes ou nos restaurantes à margem do rio os seresteiros entoam canções; declaram paixões acompanhadas de deliciosos pratos da culinária regional, em destaque o Pitu, um tipo camarão grande, retirado das águas do rio.


Piranhas têm as trilhas do Rio Capiá; da Via Férrea, do Mirante do Talhado, da Pedra do Sino e outras, que entre montanhas, exuberante vegetação da caatinga e vários sítios arqueológicos,  são testemunhas da historia do sertão. 

Na década de 80 foi construída a Usina Hidrelétrica de Xingó, a segunda do Brasil que se tornou um grande atrativo turístico. As águas represadas formam um imenso lago, favorecendo passeios de saveiros e catamarãs nas águas de cor verde-esmeralda, e entre paisagens maravilhosas, como, por exemplo, o cânion, monumento da natureza que mais parece imaginário de tanta beleza, uma parada no Lago do Talhado é ideal para um refrescante mergulho.


Vários filmes foram gravados tendo como cenário a sede do município, a exemplo de “Bye Bye Brasil” de Cacá Diegues em 1979, e “Baile Perfumado” de Lírio Ferreira e Paulo Caldas, de 1997.

O folclore faz parte da cultura popular. São vários grupos de reisados e bandas de pífanos que alegram as festas populares.


Outro atrativo que resgata a história de quem rio acima e rio abaixo trazia ou levava mercadorias para Piranhas, é a canoa de Tolda, tipo de embarcação dos anos 50, restando hoje apenas dois exemplares, dos quais um foi restaurado para manter viva e enriquecer ainda mais a cultura do sertanejo.


O povoado de Entremontes, que faz parte do município, é conhecido nacionalmente pelo artesanato rico em formas e pontos. São lindas peças em redendê e ponto-de-cruz, as bordadeiras mostram a sensibilidade que brotam de suas mãos.


DELMIRO GOUVEIA


Delmiro


Importante cidade do sertão alagoano, emancipada em 1952, Delmiro Gouveia fica a 283 km de Maceió, tem uma população de 40 mil habitantes. O nome da cidade é em homenagem a Delmiro Augusto da Cruz Gouveia, empresário cearense que chegou a localidade denominada Pedra em 1903.

Em 1913, aproveitando as quedas d'água da Cachoeira de Paulo Afonso foi construída no alto de um paredão a Usina de Angiquinhos, que gerou energia e trouxe desenvolvimento para região, graças às águas do majestoso Rio São Francisco. No ano seguinte, em 1914, o empreendedor construiu a Companhia Agro Fabril Mercantil, a primeira na América do Sul a fabricar linhas para costura e fios para malharia, sendo conhecida como Fábrica da Pedra. Foi nesse mesmo ano que a população da cidade conheceu o automóvel. Em 1916, foi inaugurada a estação telegráfica, o que facilitou a comunicação com outras localidades.

Em 1989 foi criado o Museu Delmiro Gouveia, nele estão expostos documentos, fotografias que registram a história da cidade e desse importante personagem que transformou a realidade do sertão alagoano, entrando para a história do Brasil.

 

UNIÃO DOS PALMARES


União


União dos Palmares está a 86 km de Maceió. É conhecida como "Terra da Liberdade", por ter abrigado no século 16, aproximadamente 30 mil negros unidos para lutar pela liberdade e igualdade social. Foi o maior e mais expressivo quilombo do Brasil. O registro da história e dos seus filhos ilustres pode ser encontrado nos museus existentes da cidade.

O Quilombo dos Palmares foi liderado pelo Guerreiro Zumbi, que lutou até morrer pelo sonho da liberdade em 1695.  Desde 1997 ele é considerado oficialmente um "Herói Nacional". No dia 20 de novembro é comemorado o dia da Consciência Negra, a data foi escolhida por ser o aniversário de morte do Zumbi.

Em 1986, a Serra da Barriga foi tombada como Patrimônio Histórico Nacional. O Parque Nacional de Zumbi e o Memorial Quilombo dos Palmares foram construídos inspirados na arquitetura africana, retrata a história de um solo considerado sagrado.

Nos arredores de União dos Palmares existe uma comunidade de remanescentes da República dos Palmares, chamada Muquém, abriga cerca de 50 famílias que representa a essência da cultura afro-brasileira através do artesanato feito em barro, constituindo-se no mais tradicional pólo de fabricação de peças artesanais.  A culinária de tempero forte e as iguarias feitas de raízes representam a tradição de seus antepassados que vivem entre o verde das matas e dos canaviais com suas crenças e conhecimentos empíricos. 

 

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